(Escrito em janeiro de 2007).
Ilusão dos Três Patetas
Somos insensíveis,
Uma decepção para alguns,
Poesia para outros!
Enxergamos a vida como telespectadores,
Participamos quando queremos,
Mudamos de direção quando podemos...
Traduzimos os sonhos em palavras,
Acabamos com o encanto,
Simulamos o sentimento.
Somos atores e diretores.
Ensaiamos nossas falas,
Aplaudimos nosso próprio show!
A história é nossa,
Quando a realidade nos parece monótona,
Tomamos conta do palco.
Somos caçadores de encantos,
Criadores de alegrias e tristezas,
Loucos e santos!
Polêmicos de propósito.
Admirados pelos outros,
Infelizes ao acaso...
Sendo o universo nosso refém,
É fácil compreender,
O porquê de nossa revolta.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
quarta-feira, 21 de abril de 2010
A Velhinha

A Velhinha
“Hoje acordei com uma sensação gozada!
Me sentindo uma velha, mas que absurdo!
Não tornarei a repetir tal palavra no auge da juventude...
Como velha que me senti comecei a refletir sobre essa sensação nova e o pior: Comecei a planejar. Planejar o dia seguinte, a outra semana, o melhor horário pra cada atividade, os gastos financeiras... - Chega velha, vai embora! Me deixa fazer o que quero, na hora que quero, aquela gostosa inconseqüência acompanhada do sorriso espontânea, sabe?
Então fui tomar um banho, até aí tudo bem, esqueci temporariamente todos aqueles planos, datas, horários agendados. Escutava apenas o barulho do chuveiro e o eco que as gotas faziam ao cair no azulejo. Relaxei 15 minutos.
Ao retornar pro meu quarto senti indícios que a Velha estava voltando a me perseguir, pedi a mim mesmo para afastá-la e não deixar aquela louca fazer parte de mim.”
Me sentindo uma velha, mas que absurdo!
Não tornarei a repetir tal palavra no auge da juventude...
Como velha que me senti comecei a refletir sobre essa sensação nova e o pior: Comecei a planejar. Planejar o dia seguinte, a outra semana, o melhor horário pra cada atividade, os gastos financeiras... - Chega velha, vai embora! Me deixa fazer o que quero, na hora que quero, aquela gostosa inconseqüência acompanhada do sorriso espontânea, sabe?
Então fui tomar um banho, até aí tudo bem, esqueci temporariamente todos aqueles planos, datas, horários agendados. Escutava apenas o barulho do chuveiro e o eco que as gotas faziam ao cair no azulejo. Relaxei 15 minutos.
Ao retornar pro meu quarto senti indícios que a Velha estava voltando a me perseguir, pedi a mim mesmo para afastá-la e não deixar aquela louca fazer parte de mim.”
Não me recordo a data exata, mas não faz tanto tempo assim, prefiro não chutar, também não saberia descrever a cena com mais detalhes, até porque desse tempo pra cá se tornou decorrente e cada vez mais clara.
Admito, fiquei amiga dessa velha. Claro que não foram uma, nem duas vezes, que esqueci dos seus conselhos, assim como, em várias ocasiões tive que contê-la, explicar a ela do eterno processo de amadurecimento que é a vida, pois vocês sabem, a velha é exigente! Se a ignoramos ela se ausenta e se vivemos somente para ouvi-la nos tornamos ela própria. Apesar de a velha estar correta em suas teorias, ao longo do tempo percebemos que mostrar estar “certo” em muitos casos, não é o mais importante. Entendi a importância da velha em minha vida, não apenar para organizar os planos mas também como uma representação da velha consciência.
Hoje lembrando da cena que citei logo no início do texto, percebo que ela já estava lá, a Velha consciência, há muito tempo “metendo o bedelho” nos meus assuntos particulares, eu que não a percebia e não queria ouvi-la também.
Não me tornei a velha, pois acredito que todo exagero tende ao engano. Mas seria alienação ignorar totalmente a consciência, mesmo querendo ser diferente, mesmo idealizando a originalidade nas ações... A velha, também denominada consciência é muito sábia, muitas vezes exige demais, quer a perfeição em tudo e pode se tornar complicado nos adaptar a ela. Ninguém disse que seria fácil...
A velhinha (sim, apelido carinhoso, depois que comecei a compreendê-la, “Velha” ficou meio agressivo) só quer nos ajudar! Mesmo tendendo ao exagero quando optamos por viver para ouvi-la, se realmente a tratarmos como uma amiga, uma velhinha sábia, ela será muito útil. E o melhor: Ela é nossa! Somos nós que a conhecemos e entendemos. Por isso mesmo, já antecipo: Não estou querendo definir a "consciência correta”, até porque ela varia tanto... Do mesmo jeito que as pessoas também.
Admito, fiquei amiga dessa velha. Claro que não foram uma, nem duas vezes, que esqueci dos seus conselhos, assim como, em várias ocasiões tive que contê-la, explicar a ela do eterno processo de amadurecimento que é a vida, pois vocês sabem, a velha é exigente! Se a ignoramos ela se ausenta e se vivemos somente para ouvi-la nos tornamos ela própria. Apesar de a velha estar correta em suas teorias, ao longo do tempo percebemos que mostrar estar “certo” em muitos casos, não é o mais importante. Entendi a importância da velha em minha vida, não apenar para organizar os planos mas também como uma representação da velha consciência.
Hoje lembrando da cena que citei logo no início do texto, percebo que ela já estava lá, a Velha consciência, há muito tempo “metendo o bedelho” nos meus assuntos particulares, eu que não a percebia e não queria ouvi-la também.
Não me tornei a velha, pois acredito que todo exagero tende ao engano. Mas seria alienação ignorar totalmente a consciência, mesmo querendo ser diferente, mesmo idealizando a originalidade nas ações... A velha, também denominada consciência é muito sábia, muitas vezes exige demais, quer a perfeição em tudo e pode se tornar complicado nos adaptar a ela. Ninguém disse que seria fácil...
A velhinha (sim, apelido carinhoso, depois que comecei a compreendê-la, “Velha” ficou meio agressivo) só quer nos ajudar! Mesmo tendendo ao exagero quando optamos por viver para ouvi-la, se realmente a tratarmos como uma amiga, uma velhinha sábia, ela será muito útil. E o melhor: Ela é nossa! Somos nós que a conhecemos e entendemos. Por isso mesmo, já antecipo: Não estou querendo definir a "consciência correta”, até porque ela varia tanto... Do mesmo jeito que as pessoas também.
domingo, 11 de abril de 2010
Personagem de um Conto

Personagem de um Conto
Na literatura particular, sempre desejei um caso as escondidas,
Daqueles que ninguém pode desconfiar, nem mesmo de brincadeira.
Algo surpreendentemente casual, fisicamente natural...
Encontros planejados e noturnos,
Conversas maduras, amigáveis e provocantes.
Trocas necessárias a parceria sigilosa.
Os dois vestidos ocasionalmente de preto, no inverno...
A bebida, o sorriso, o olhar de sempre, as idas e vindas ao toalete.
Nada de romance, exceção daquele beijo quente, esquecido no piscar dos olhos verdes!
Em direção ao que já vimos, pagou a conta do que não consumimos...
Meu amor faz de conta, romance das noites sós, confidente dos planos.
Foi e já vem, quando? Não quero estar a espera, que volte logo... Pro nosso conto particular.
Na literatura particular, sempre desejei um caso as escondidas,
Daqueles que ninguém pode desconfiar, nem mesmo de brincadeira.
Algo surpreendentemente casual, fisicamente natural...
Encontros planejados e noturnos,
Conversas maduras, amigáveis e provocantes.
Trocas necessárias a parceria sigilosa.
Os dois vestidos ocasionalmente de preto, no inverno...
A bebida, o sorriso, o olhar de sempre, as idas e vindas ao toalete.
Nada de romance, exceção daquele beijo quente, esquecido no piscar dos olhos verdes!
Em direção ao que já vimos, pagou a conta do que não consumimos...
Meu amor faz de conta, romance das noites sós, confidente dos planos.
Foi e já vem, quando? Não quero estar a espera, que volte logo... Pro nosso conto particular.
(Escrito em 2007).
domingo, 21 de março de 2010
O susto do ego e o aconchego...

O susto do ego e o aconchego da carência. As palavras e suas artimanhas.Os autos, os baixos e a empolgação da inquietude dos dois.A busca pela perfeição vizinha.O charme das falhas.A conseqüência dos medos.O risco cômodo das noites. O interesse amável. A falta de sono.A clareza dos sinais despercebidos.A brincadeira e suas regras.A saudade desigual.Os olhos abertos.As letras e o dia.A emoção do inesperado.A inconveniência de um, a insistência de outro.O desejo.A amizade em sua forma verdadeira.O incomum.O invejado.O cheiro guardado.A ausência das datas.O encontro.Os carinhos.TUDO.
sábado, 20 de março de 2010
Caras e Bocas
Essa também é de 2007. Quem não teve sensações parecidas aos 15 anos? Ou quem tem uma prima ou amiga nessa fase da vida?
...
Caras e Bocas
São todas as manhas
De meninas crescidas...
Ponto pra elas de novo!
Tendem a ser levadas,
Armando seus gestos...
Seus primeiros passos.
Em um mundo tão grande,
Conseguem fazê-lo caber
Em uma estante.
Em seus quartos planejam
Sem querer suas armadilhas,
Às vezes levadas a sério...
Mesmo sendo apenas diversão,
Ensaiam com persistência
Caras e bocas em frente ao espelho.
...
Caras e Bocas
São todas as manhas
De meninas crescidas...
Ponto pra elas de novo!
Tendem a ser levadas,
Armando seus gestos...
Seus primeiros passos.
Em um mundo tão grande,
Conseguem fazê-lo caber
Em uma estante.
Em seus quartos planejam
Sem querer suas armadilhas,
Às vezes levadas a sério...
Mesmo sendo apenas diversão,
Ensaiam com persistência
Caras e bocas em frente ao espelho.
terça-feira, 16 de março de 2010
Som do Corpo
Ainda de 2007...
Som do corpo
És um instrumento,
Do seu próprio poder...
Exclusivo a minha vontade.
Como as notas de uma canção,
Apreciadas por ouvidos treinados,
Combinadas entre si.
Afinação perfeita!
Mesmo não tocando tão bem assim...
Posso apreciar com carinho esse barulho.
Com sorriso bobo e voz meio rouca,
Imagino o mundo
Na palma da tua mão inquieta.
Vamos viajar então!
Fazendo desse som o mapa
Da nossa própria direção.
Som do corpo
És um instrumento,
Do seu próprio poder...
Exclusivo a minha vontade.
Como as notas de uma canção,
Apreciadas por ouvidos treinados,
Combinadas entre si.
Afinação perfeita!
Mesmo não tocando tão bem assim...
Posso apreciar com carinho esse barulho.
Com sorriso bobo e voz meio rouca,
Imagino o mundo
Na palma da tua mão inquieta.
Vamos viajar então!
Fazendo desse som o mapa
Da nossa própria direção.
segunda-feira, 15 de março de 2010
Música
Essa é de 2007...
Música
Passei a vida a organizar
Letras em um papel...
Como soldados em treinamento.
As vezes ficavam bonitas,
As vezes fugiam de mim ,
Mais pareciam rabiscos do que textos.
Acreditava que um dia
Elas seriam harmoniosas
E leves como folhas de uma árvore!
Quando te encontrei em uma curva,
Inspirou-me com alegria,
Espantou minhas dúvidas!
Resolvi experimentar o teu ritmo,
Já que as letras não me cabiam mais,
Formamos uma parceria.
Sendo apenas o que somos,
Nada a mais nem nada a menos,
Letra e melodia de uma canção.
Música
Passei a vida a organizar
Letras em um papel...
Como soldados em treinamento.
As vezes ficavam bonitas,
As vezes fugiam de mim ,
Mais pareciam rabiscos do que textos.
Acreditava que um dia
Elas seriam harmoniosas
E leves como folhas de uma árvore!
Quando te encontrei em uma curva,
Inspirou-me com alegria,
Espantou minhas dúvidas!
Resolvi experimentar o teu ritmo,
Já que as letras não me cabiam mais,
Formamos uma parceria.
Sendo apenas o que somos,
Nada a mais nem nada a menos,
Letra e melodia de uma canção.