segunda-feira, 23 de junho de 2014

domingo, 31 de março de 2013

Primeiro encontro - O início

Quando se está distraída tudo pode acontecer. É o muro que desaba ou a flor que nasce. É o caos e o alívio. A gente pisca os olhos e o mundo vira pelo avesso... Como pode¿ Foi num domingo que estava mais distraída ,que o comum ,que aceitei um convite. Não parecia a melhor das propostas, a princípio. Eu tinha quase que total certeza que aquele encontro não ia vingar, que o tempo ia passar e eu ia voltar pra casa, pros meus livros, trabalhos, festinhas esporádicas e pro meu confortável mundo. Mas um gesto, aliás, o primeiro gesto, foi o primeiro de tantos outros que mudou a minha concepção. Pensei: “Opa! Talvez eu não saiba tanto assim sobre as pessoas... Talvez eu saiba um pouquinho mais que nada”.
Voltando aos gestos... Eles se apresentaram no seu sentido literal (E as mãos mais lindas que eu já vi). Justo eu, Meu Deus, não muito chegada a exageros me apaixonei pela ousadia que tanto me falta! A forma de mover a cabeça e os braços quando falava, então! “Me belisca! Essa energia é muito forte, fissura minha e eu sei, é dele também! Ele não precisa me falar! Não fazem duas horas que eu o conheço, mas já é o suficiente.”
Quando as mãos foram colocadas em evidência eu tive que prender a atenção nas mesmas e, posteriormente, nos lábios dele. Ele possuía uma excitação dois tons acima, a vida em alguns minutos passou pela minha mente, a agilidade ao falar, mas não foi isso que me impressionou: a rapidez de raciocínio juntamente com o tom de voz adequado aos meus ouvidos. Sim, eu queria ouvir mais daquele desconhecido. Os conhecimentos gerais, pra pouca idade, cultura e valores aparentemente batiam e como me encantavam! Talvez mais umas 500 noites como aquela fossem necessárias. No mínimo...

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O Baú - O Término


Vontade de começar escrevendo sobre o gosto dos acasos teus em mim.
Eles se repetem juntos e harmoniosos,
Em uníssono como uma canção bem feita.

Tu és minha melodia mais pura,
Minha 'batida que bate' como a tua mente agitada aprendeu.


O choro da alma,
Disfarçado de teclado e encontrado na tua melhor amiga Bateria... Ah! Bateria!

A cede que não para e só repete,
A dúvida maldita que não mata...
Ahh... Pena, loucura foi embora.


Me contendo em suprir a carência incerta
do vermelhidão
Dos teus olhos nervosos.

Você pode se encontrar na minha metade anjo.
Deve escorregar pelo outro lado
Também verdadeiramente dócil.

A vida é escola pra quem não falta
Nenhuma aula.
A moça que não quebra um prato é feliz.

De cara limpa(com muito orgulho),
Olhos perdidos mas mente focada,
Ego controlado,


O silencio não compreendido.
Vai embora!
idealizando o doce,

Suave- pensamento em você.

Eu sou a cura do teu desespero- Como dói em mim.
Cavalgo nos picos da vida contigo.
Minha batida é pra você

Descobri-te por capricho,

Mas te conquistei com a semelhança de gente ativa.
Levando silêncio ao caos...


De cada dia.


Quero fazer tudo com amor,
Aliviar o desconforto,
Pois o baú foi aberto.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Moletom


Eu guardei. Está comigo todos esses anos. No início eu tinha mania de cheirá-lo antes de usar para dormir. Quando você me emprestou, ainda era novinho, tinha aquele cheiro de loja. Não me recordo se sentia o teu perfume nele, mas só as lembranças já me eram o suficiente.
Teve ainda aquele episódio que você me pediu ele de volta. Num tom bem direto, expondo isso numa rede social qualquer. Eu apaguei o recado, te deletei dos meus contatos e nunca mais toquei no assunto com mais ninguém.
Ele continuava comigo, ocupando um bom espaço! Devido a tua altura e porte o volume da peça ocupava uma prateleira inteira das minhas roupas de inverno. Na época, devido algumas mágoas até pensei, por um segundo, em queimar o abrigo- pra me livrar logo dele. (E de ti). Mas refleti melhor e vi que essa atitude seria ainda mais infantil do que a birra de não ter te devolvido...

O tempo passou e o moletom da cor verde se tornou um verdadeiro estorvo no meu quarda-roupa... Era uma lembrança viva e esparramada no meu espaço. Seria muito chato voltar a falar contigo só pra devolver o canguru, você poderia achar que eu estava arrumando desculpa.... Meu orgulho venceu. Não te procurei.
Uma amiga veio me visitar e mexendo nas minhas roupas encontrou o tal do moletom. Como ainda estava novo, ela perguntou de quem era e disse que o seu namorado adorava a marca do canguru. Chegou a tirar uma foto pelo celular e mandar para o ele, que era atleta patrocinado pela marca rival.

-Leva. –Falei. Feliz da vida por ter me livrar da peça e ainda deixar minha amiga contente.

Ela levou consigo o meu ”probleminha”.
No outro dia ela me aparece com o canguru verde na mão! Edu, seu namorado, não poderia usar aquela marca, estava proibido no seu contrato com o patrocinador.
Concordei. Já estava desconfiada, era eu que estava apegada ao verdinho ou ele a mim? Que besteira! –Pensei.
Resolvi fazer a doação para o meu primo. Minha vó veio nos visitar e eu a incumbi de levar o moleton pra cidade dele, que é a mesma cidade onde ela mora.

O verdinho então partiu. Quase do mesmo jeito que chegou, sem muitos avisos, num dia de garoa fria de maio. “Pegou” o Unesul e partiu pra Santo Antonio da Patrulha.
Passa mais uma semana.Toca a campainha. Chega a minha vó, sorridente, carregando sacolas com cuca, geléia caseira, bolo, pão de ló e... Uma sacola da Renner!

-Carol! Nem cheguei a dar o moletom pro teu primo porque agora ele tá numa fase de se vestir como rockeiro, só usa preto. Que judiaria... Mas tu pode usar! Esse verde combina com os teus olhos!

E combina mesmo! Decidi. Ele vai ficar comigo, dá pra usar em casa, ainda mais nesses dias frios que andam fazendo em Porto Alegre.

Semana passada fizemos um churrasco aqui, vieram os antigos moradores dessa casa (que hoje são nossos amigos) e seus dois filhos. Matheus e Rafaela.

Eu havia me esquecido que eles iam nos visitar, quando tocaram a companhia, levei um verdadeiro susto! Tirei o moleton verde, joguei no sofá, corri pro quarto e coloquei outro casaco. Conversa vai, conversa vem, convidei a Rafa e o Matheus pra tomar um chima na sala, pois o almoço ainda ia demorar. Matheus teve praticamente um deja vu ao chegar na sala: Carolzinha! Eu tinha um moletom igual a esse! Acredita que a empregada queimou?

-Leva. –As palavras saíram sem o meu controle.

-Capaz!

Ele começou a rir... E tinha que rir mesmo! Matheus cursava medicina numa faculdade particular, é de família abastada, devia ter uns 50 abrigos parecidos (e novos) em casa.

-Leva. Repeti. Acabei por criar um clima tenso e bizarro ao mesmo tempo. Já estava fora de mim com essa história de moletom.
Rafaela, me fitou com cara de espanto.

-Leva, leva... Pode levar!
Não preciso nem contar o final. Meu amigo Matheus não levou o moletom e eu continuo sem espaço na segunda prateleira de roupas de inverno do meu guarda-roupa. Mas sabe que ele até que combina com os meus olhos...

sábado, 10 de março de 2012

Fragmentos

Quando não estamos concentrados no que estamos fazendo, o pensamento vaga. Aí você entra e eu me retiro para admirar, mesmo que pelo simples pensamente, a tua existência conturbada. Aquela lembrança distante e discreta. A ânsia de ouvir te falar no outro dia... E isso acontece com todo mundo- penso. Variando apenas o tipo de pensamentos, a freqüência e a importância que cada um deles tem. (Mas que introdução mais tosca, já estou a repetir comigo mesma.)
Sabe quando certos assuntos pedem introdução, muito mais por caráter de necessidade, do que por qualquer outro motivo¿
(Não enrola, “fala”.)
Enfim... Foi mais ou menos assim o princípio do “quase amor”. Na companhia dele me vinham todo tipo de pensamento possível, numa alta freqüência, ordenados pelas suas aventuras. Um tipo novo de excitação.
Ele chegou, com aquele jeitinho paciente, se aproximou com a velha postura: olhos atentos e corpo relaxado. Sorriu durante uns dez minutos, talvez mais. Até já ouvi comentários sobre seus sorrisos, calculados estrategicamente para cada pessoa ou situação. Porém eu diria que comigo ele era espontâneo. Não somente as risadas, mas o conjunto. Uma harmonia perfeita, aquele tipo de pessoa que, transmitindo entusiasmo por tudo, sente-se bem em qualquer lugar e nos coloca na mesma situação.
Decidi me deixar viajar com ele.
E todas as coisas que mereço resumo, não, mentira! Não resumo... Não aponto, nem penso muito sobre o que não conheço!
Gosto de ti como uma canção de batida alegre, meio pop, meio...
Deixei...
Dois minutos depois, estava aqui. Só, olhando para o ventilador, que desligado, produzia um imenso silêncio nesse pequeno espaço..O ontem perfeito, pouco tempo, algumas horas, cenas se arrastando nesse espaço lúdico, que é teu também.
Sem querer passar mensagem alguma, quando o que aprendi com você foi justamente deixar a realidade vir até o nosso sonho.
O despertar nos dias frios, a mão sempre quentinha e o coração que, mesmo acostumado, continuava a bater forte na segunda semana do mês de maio.
Satisfação dos amantes e apreciadores de bons livros. Fieis somente aos prazeres evidentes, deixando as regrinhas chatas para os corretos.
Fraqmentos.
Jurei não contar uma história tão longa. Então não há maiores definições, previsões, análises... E também não existem mais versos, belos ou perdidos. Só o encontro com o teu suspiro disfarçado de amor novo, de novo.

sábado, 7 de janeiro de 2012

O Sonho e o Pescador

Lembro pouco, mas acho que era eu. Estava próxima de um barco simples, numa praia pequena e pouco movimentada. Como se a minha vida fosse um filme.
Agora é a vez do sim- ele me disse. Um jovem pescador, usava óculos ,cabelos compridos e presos. Um olhar terno que por momentos se ofuscava por um meio sorriso... Sentia sem saber como e nem o porquê: Era um sábio calçando chinelos. Há essas alturas do sonho, parecia perfeitamente adequado confiar em um homem que, trajando vestes simples, sobrevivia apenas com a venda dos seus peixes. Ele não era um santo salvador e nem eu parecia querer. Por mais perdida que estivesse, queria apenas um ombro amigo.
Ele insistiu:- Agora é a vez do sim. Larguei minha pesada bolsa no chão, torcendo para que junto com meus documentos, deixasse pra trás a saudade que me perseguia como uma cicatriz.
Ele sorriu mansamente, como quem já tivesse previsto minha atitude. Sussurrou novamente, dessa vez questionando: - Sim?
Então entrei no barco e me entreguei, pensando cada vez menos em problemas e nas minhas convenções, deixando-me levar por novos instintos. Enfim disse sim.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Orgulho de ser Mulher



Mulher. Palavra bonita, não tão somente no dia internacionalmente comemorado!

Mulher é muita coisa pra caber numa palavrinha só. Mulher é poesia, é prosa, é verso, é gargalhada, é superação, é grito, choro, TPM, amor, gratidão, raiva, excitação.

Mulher não é somente um amontoado de hormônios num sistema biológico complexo, também não é somente um corpo, seja ele bonito ou não, não é só emoção a flor da pele (há mulheres "mais macho do que muito homem", como diria Ney Matogrosso!), existem mulheres que nem mulheres são... As meninas mulheres, as mulheres que se sentem como meninas.

Mulher não é muito amiga da lógica, embora faça esforço digno de admiração para alcançar a praticidade masculina. Vejam só, menstruar não soa como normal, nem no mundo contemporâneo, nem nos tempos das cavernas. Sangrar mensalmente assim! A troco de que¿ Não é normal, é comum. TPM então é novidade em argumento para defesa das moças em tribunais do mundo a fora. Num julgamento, a culpa da acusada é avaliada de forma diferente e até com alguma tolerância, se for comprovado que a mulher estava “naqueles dias” quando cometeu o crime. TPM não é normal, é comum. Um fato, um bônus desnecessário, uma mudança, mesmo que sutil, no comportamento feminino.

Mulher também é sonho. Sonha mesmo é acordada, concretiza suas metas com toda a habilidade interpessoal que somente um ser sensível e dotado de tato teria. Mulher sabe como tratar o ser humano. Enquanto o homem tem estrutura corporal mais forte, a mulher de verdade ganha na estratégia humana e leal. Não é a toa que a mulher vem conquistando, gradativamente, melhores postos de trabalho e não foi a Revolução Sexual a responsável por isso. Ela apenas abriu as portas. São as verdadeiras mulheres que mantém e expande, com muita elegância, essa brecha.

A mulher pode ser bela. Até a beleza podemos relativizar até certo ponto. Mas, não é boneca. Mulher se pinta como uma, cuida dos cabelos, faz as unhas, se arruma, coloca batom e adora um saltinho alto. Mas não é uma Barbie ou Susie, de fato. Nem nunca vai ser, nem de louça muito menos de corda. Mulher de verdade é isso e muito mais. Cabe ao homem entender, explorar, descobrir tantos recursos. Pros mais confiantes e astutos, nem manual precisa.
A valorização da mulher como tal, é uma novidade. Pelo ponto de vista histórica. Há 50 anos... Quem diria, meninas (e meninos)!

Mulher é graça, chamego, rebolado, descoberta e evolução. Mulher é mais que o sexo feminino em si, é uma conquista diária, se nasce menina e vira mulher, num processo de amadurecimento geral.
Mulher merece cada momento do dia dedicado a ela, pois por mais clichê que seja dia de mulher é todo dia! Ser mulher é um orgulho difícil de explicar, um desafio constante, um mar de águas calmas, agitadas e correntes marítimas diversas, uma bênção até pras mulheres e homens que não acreditam em Deus, um prazer, uma responsabilidade gratificante.

Mulheres.... Vocês, nós somos lindas! E não precisamos de um espelho pra isso, não somos apenas a confirmação dos outros, somos muito mais, somos um leque de possibilidade a serem, cuidadosamente, construídas. Podemos escolher nosso amor, mesmo sendo maioria, em proporção. Os números não explicam o amor que sentimos por nós mesmas. As dificuldades são muitas, mas nós que decidimos como encará-las. Somos fortes, resistentes, amáveis e corajosas. Somos mulheres livres pra sermos mais do que imaginamos, somos amigas, capazes e deliciosamente independentes, mesmo quando acompanhadas.

É muito bom ser mulher. Parabéns pelo nosso dia!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Apenas Lu, por favor!



O nome dela de verdade é Maria Luiza.
Maria Luiza era uma mulher magricela, tinha longos cabelos pretos, estudava para concurso público para nível médio e era apaixonada pelos livros. Maria Luíza não era feia, mas também não chamava atenção. Não era pobre, mas também não tinha condições financeiras de comprar seu próprio carro. Não tinha um namorado, mas sempre encontrava alguém pra suprir suas carências de mulher conformada. Ah, Maria Luíza não gostava muito de sorrir! E não era por falta de alegria, e sim, em virtude dos seus dentes não serem perfeitos como ela gostaria que fossem. Quando, raramente, saia, apenas fazia menção de quem ia sorrir. Nos momentos que se sentia confortável pra gargalhar em público, ela colocava a mão esquerda na frente da boca, enquanto, com a direita, colocava o cabelo preto e fino atrás da orelha.
Maria Luiza decidiu namorar, não por amor, mas porque no momento achou que era o melhor a ser feito. Seu namorado era humilde, trabalhador e tosco. Mas para ela, era o suficiente. Nas manhãs de domingo eles iam à Redenção. Enquanto o moço admirava os discos velhos, que eram vendidos na ferinha, e falava sobre bandas e músicas que mal conhecia, Maria Luiza se imaginava longe dali. Como se fosse outra pessoa. Ela queria sair correndo, mas acabava comprando um churros de doce de leite e concordando com as lorotas do homem. Afinal de contas, era o seu namorado. Ele também, nunca se incomodou com o jeito distante de Maria Luiza. Ele pensava “Isso é coisa de mulher!”. Às vezes ele chegava a desconfiar da fidelidade de Maria Luíza, mas era um momento raro e passageiro. Ele não a achava bonita, nem esperta pra isso. Maria Luíza era que nem ele e ponto.

...
Como aconteceu, em detalhes, só Deus sabe. Mas vi Maria Luiza esses dias e agora o nome dela mudou! Agora se chama Apenas Lu.
Lu cortou os cabelos pela altura dos ombros, pintou de loiro claro e corrigiu as falhas nos dentes. Aprendeu a usar salto alto e fino, anda rebolando e tá até um pouco gordinha. Na visão masculina, já me corrigiram, ela tá “gostosa”. Tá malhando e tomando uns suplementos verdes. Largou o namorado e ele ainda não descobriu o por quê. Lu se fez mulher que queria ser, ninguém diz que ela é a mesma magricela dos olhar perdido, dos velhos tempos. Tá até um pouco desbocada, aprendeu a falar palavrão, dançar pagode, mentir a idade e fazer charme. Anda fazendo sucesso com os “porradinhos” da academia, tem dois orkuts com a capacidade para amigos lotada, seu facebook e twitter são falsos, tamanha a fama da moça. Agora, não tão mais moça assim. Embora aparente mais nova do que nunca!
Lu fundou uma ONG para cuidar dos animais e diz, em alto e bom som, preferir os animais em vez das pessoas. Dá gargalhada do fato de ser mais notada depois que mudou a aparência, apesar da postura imponente e sensual até um certo ponto, de vez em quando, num segundo qualquer, ela perde o olhar.

-Oi Maria Luíza! –Cumprimentei.
-Apenas Lu.
-Sim, sim... Lu! Como tu tá guria¿ Quanto tempo! Nossa tu tá linda, tá diferente, vi tua irmã esses dias no centro...
-Estou bem! –Disse ela. Só isso. E saiu caminhando com sua bolsinha prata na mão e uma cerveja na outra. Era uma noite quente de sábado, tocava um sambinha de raiz numa casa de show qualquer e o lugar estava lotado.
Alguns anos se passaram, não descobri com o que apenas Lu trabalhava. De vez em quando a via numa página de relacionamento, conhecidos em comum comentavam que ela havia comprado um carro. Não era modelo popular, mas não me arrisco a lembrar o nome. Dizem que é da cor vermelha, sua preferida, desde quando se chamava Maria Luíza.

Fiquei sabendo que Apelas Lu continua loira, solteira, sorridente e com a mesma idade. Foi convidada para participar de um programa de uma TV local, sobre variedades e assuntos dedicados a mulher contemporânea. Como da vida ela nunca fugiu de entender, dizem que vai aceitar. Só não se sabe se foi convidada pela sua antiga paixão pelos livros ou pela beleza, fruto de tanto esforço ensaiado.
Fatos e boatos que lhe ensinaram a ser assim, surpreendentemente Apenas Lu!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Me Deixa?

Me acanha?
Me deixa ser.
Me pega.

Faz de conta que me entende.
Eu me faço, verdadeiramente, fazer sentido.
Pra ti.

Rima...
A mentira, não!
Com intenção de verdade.

Grita a alegria em silêncio, comigo.
Mas não chora muito.
Temo as lágrimas com ar de espanto.

Me deixa não estar só.
Que eu quero.
Me abraça, enquanto...

Mais um pouco.
Eu deixo
Tu não saber que também me deixa, de novo.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Os Garimpeiros

Os Garimpeiros
As jóias são realmente lindas, tanto as pequenas como as mais chamativas. Delicadas, exóticas, brilhantes, discretas. Todas elas nos chamam a atenção, desde que sejam verdadeiras. As imitações sempre carregam consigo aquele “ar de falsidade”, mesmo que muitas vezes sejamos apenas nós que saibamos sua real procedência.
Quando procuramos jóias, onde vamos? Na loja adequada, é claro. É lá que as belas se encontram, em vitrines de vidro blindadas, com anúncios discretos, pois o real brilho da peça ofusca qualquer tipo de propaganda.
Por sorte que as pessoas não são jóias, embora, muitas vezes nós carinhosamente apelidamos de “jóias” os irmãos e irmãs de jornada que, se tornam de alguma forma, especiais.
As pessoas já são deliciosamente mais complicadas do que as jóias. Não há fórmula para o ser humano, não existem duas pessoas completamente iguais, não há código que não mude. Na mais perfeita tentativa, temos o código genético e mesmo ele, está sendo descoberto com o passar dos anos, nada empiricamente definitivo. Estamos em constante transformação e não há estigma, preconceito, tradição ou estereótipo que refute isso. O fato aqui é que estamos nos transformando e que, embora desejássemos às vezes, não somos perfeitos e imutáveis como as jóias.
Um diamante bruto, no máximo. E jóia que se encontra na mina de diamantes, ainda! No fundo, cada um conhece a profundidade e o caminho do seu garimpo interior.
Ao nos relacionarmos, estamos entrando em uma aventura nova, que se renova a cada instante, escolhendo, quando podemos, as regras e os lugares a serem explorados. Colocamos nossa roupa adequada, um capacete para proteção e vamos em busca das nossas jóias, não no shopping, mas na mina ou no garimpo.
Descobrimos então, como uma surpresa repetida, que as pessoas não são jóias como as das vitrines blindadas! Elas não são perfeitas, são “brutas”, variadas, elas mudam e nem sempre brilham. E mais, somos nós que a atribuímos seu verdadeiro valor... Ficamos contentes! Depois pensamos um pouco mais e, num momento egoísta, nos entristecemos. Afinal de contas, terei que dar uma de garimpeiro para encontrar essa jóia? Não posso simplesmente ir à loja mais próxima?
É hora de entrar nas minas de ouro e diamante, se preparar e ir em busca das nossas preciosidades. De entrar nos garimpos escuros, com capacete e uma lanterninha na mão. A troca é trabalhosa e gratificante, somos nós, somente, que damos essa proporção. Deixar as minas abertas, com a devida vigilância, é igualmente importante.

...

“Desconfie dos homens de promessas fáceis.” (Cardeal Mazarin) .

“Renda-se como eu me rendi, mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender. Viver ultrapassa todo entendimento”. (Clarice Lispector).

“Por educação eu perdi minha vida.” (Arthur Rimbaud).

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

E você, já agradeceu ao seu Anjo ou "Anja" hoje?

Anjos da Terra
Dedicado a todos os "anjos" que estão por aí e que pouco notamos.

Uma morena da pele clara, lábios delicados e marcantes, olhos piedosos. Ela fala com um jeito manso, quando não está nos seus dias de desacordo com a Terra, é claro. Ela é doce e fala pouco. Gerando até desconfiança de quem não está acostumado a conviver com o silêncio. São muitas as qualidades, mas existe uma em especial: Não vejo a anja fazer fofoca. Nem nos encontros com os amigos, churrascos, passeios... Pra não dizer que nunca a vi praticando tal vício, de vez em quando, pra concordar com os anseios de confirmação dos outros, ela confirma. Mas só quando a pessoa necessita do seu posicionamento para se sentir melhor. É como se os assuntinhos fúteis não lhe incomodassem ou despertassem interesse. Minha anja também, nunca foi muito chegada em tecnologia. Apesar de ser um despautério viver “temporariamente no planeta” sem usar e-mail , quando ela se nega a aprender ou comete uma gafezinha virtual qualquer, é um gesto charmoso e delicado. Ninguém critica, ela pode. Lá de onde ela vem deve ser assim, pensamos nós. Ela tem a virtude de um anjo, mas vive conosco, disfarçada de mortal. Ela trabalha sem parar, equilibra a vida das pessoas que ama, das quais ela própria fez questão de unir. Como anja que é, carrega consigo luz divina, basta permanecer alguns minutos perto dela e já nos sentimos um pouco anjo também. Ah, ela também não sabe que é um anjo! Acha que está apenas cumprindo a sua missão de voluntária, amiga e mulher.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Clarice Lispector, muito além das frases de efeito dos sites de relacionamento.

Ando lendo os romances da Clarice. Ela é maravilhosa. Um exemplo de determinação, além de possuir uma arte única. Seus romances são introspectivos e reais ao mesmo tempo, sua linguagem é rica, incomparável. Toda a sensibilidade que aquela mulher possuiu se traduz em seus romances. Acredito que nem ela sabia como seus livros ajudaram e ajudam muita gente a ver a vida além do óbvio material.
Não sei, talvez ela não conhecesse tantas mulheres como ela, uma pessoa ímpar.Ela é perita no ser humano e suas emoções.Brinca de estar gente, pois SER é um desafio delicioso que ela aborda em suas crônicas e livros.
Como Clarice inspira sem forçar a barra! Ela era sensível, comparava suas personagens com bichos, mas pra mim, tanto suas personagens e ela própria eram “gente demais”, isso sim. Clarice traduzia a alma do ser humano em palavras, com uma facilidade assustadora. Ela não viveu apenas uma vida, viveu várias... Acho que ela chorou muito mas sorriu mais ainda! É um exemplo de mulher, uma guerreira antes mesmo de nascer, foi e ainda é um mistério para alguns. Ela não foi linear, não foi mais uma que seguiu o comportamento bovino da grande massa, se destacou em muitos aspectos (vale à pena dar uma lida na sua biografia completa também). Clarice nasceu e esteve disposta a aprender a todo momento, não imagino atitude mais digna que essa.
Observando uma foto dela, reparei no seu olhar. Não apenas o formato dos olhos, grandes e gateados. Eu pude jurar, como na própria biografia dela menciona, que olhava para um gato persa. Sempre achei os gatos um tanto misteriosos, silenciosos e mais inteligentes do que parecem. Os gatos provocam uma ligeira desconfiança. E agora comparo uma musa da literatura com um bichano... Tenho que admitir, a semelhança é escancarada. Impossível ler o olhar da Clarice. Quando ainda jovem sustentava um ar mais delicado, porém misterioso. Em todas as fotos dela, já mais velha, esse mesmo olhar sofre uma sutil transformação. Ficou mais pesado, seguro e até desafiador. Imagino que nesse retrato mais madura ela devia ter na faixa dos 50 pra cima... Clarice, enfim estava decidida de si e tomara sua forma mais original e experiente, ao menos na maior parte do tempo, acho eu.
Observo que essa mudança no olhar ocorre com todos nós. Principalmente nas mulheres. Uma vez li uma crítica numa revista sobre mulheres que exageravam nas plásticas no rosto. Deram o exemplo de uma mulher que com quase 80 anos queria ostentar o mesmo rosto dos 20. A colunista então ironiza: “Uma mulher com rosto de moça e olhar de senhora”. É verdade, o olhar não há como disfarçar. Ele muda, amadure.

No mais, fica a dica para os livros dela. Vale a pena sempre!

sábado, 11 de dezembro de 2010

"Brincadeira de Detetives". (Um pedacinho da história).

Ela era uma criança pensativa, compenetrada com assuntos desinteressantes para seus coleguinhas da sua idade, quase uma adulta solitária. Simone não tinha oito anos, tinha trinta. Como menina que se descobria ser, era infantil, mimada e intolerante com as brincadeiras e peças, tão naturais, que a vida lhe pregava. Sentia-se uma vítima da solidão que aquele casarão, onde vivia, lhe trazia, apreciava os cantos das paredes brancas, recém pintadas, com ótica de artista, imaginava pessoas, mortes, nascimentos. Caminhava olhando para os pés e quando fingia olhar para frente, carregava o peso de uma vida inteira no olhar, apesar de ser apenas uma menina, das pernas levemente arqueadas. Era séria, verdade. Mas também ria e gostava de gargalhar. Simone pedia cócegas ao pai, lhe arrancava os cabelos brancos do peito, comia pão caseiro e tomava leite recém tirado da vaca. No seu íntimo, ela sabia que sabia demais. E isso a incomodava. Era uma sensação triste ter a consciência das suas ausências, principalmente quando conseguia prever o futuro, e isso, ela não ousava contar a ninguém. Nem mesmo pro seu irmão, Rodrigo. Rodrigo era um pouco mais velho que Simone, mas ela tinha uma intrigante sensação que ele sentia o vento forte, do sítio em que brincavam, com a intensidade certa e ela não. Ela o amava, profundamente. Admirava a calma dele depois do nervosismo, os desenhos que ele fazia tão diferente de todo mundo que ela conhecia, o carinho com que ele a protegia e a paciência. Simone almejava, com toda sua tolice e amargura, ser um dia, quem sabe, como ele.
Existia uma brincadeira que Simone e seu irmão faziam, chamada de detetive. Toda vez que eles pegavam os livros do pai e iam a procura de mistérios no casarão, Simone esquecia um pouco da sua dor e voltava a ser criança. Rodrigo conseguia espantar os medos dela, mostrava outro universo escondido entre as paredes altas do casarão, que não fossem os ecos dos pensamentos céticos ou a sensação agoniante da ausência da mãe. Para Simone, Rodrigo era um herói protetor, um menino de coração bom que a fazia matar a saudade do futuro que ela ainda não conhecia.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Colorado, Versos e Ventos

Colorado, Versos e Ventos

Acho que o problema não é teu time,
Muito menos nossas diferenças,
Antes camufladas pela novidade.

Quem vai saber o motivo?
Da minha angustia ao dizer que também...
Quando apenas sigo teu roteiro.

Pela primeira vez me sinto segura,
Isso não quer dizer confortável, não.
Também tenho sentimentos.

Assim mesmo levo isso adiante,
Na esperança de tornar versos em ventos frios...
Daqueles que a gente sente na barriga quando ama.


(Data de criação: 20.12.2007)

sábado, 24 de julho de 2010

Solos de Guitarra

Solos de Guitarra

Há uns seis anos, talvez.
Quem se importa com as datas?
Queria apenas deixar um rastro no espaço.

Recordo do sorriso convencido, o boné preto, os conselhos e frases prontas.
Quando achava o cabelo dele engraçado e isso era o suficiente.
Ele dizia que "adorava no presente"...

Acabei por eternizar essa regra,
Fugindo das normas convencionais,
Querendo apenas o presente bem feito e nenhuma mentira a mais.

E ainda teve a fase do “quase”,
As vontades de adolescentes,
E os panos frios dos adultos, depois.

No ritmo sem melodia dos anos apressados,
As peças do tabuleiro estão mudando de lugar,
Hoje somos nós que ensaiamos na vida adulta e com metas vizinhas.(Quem diria?)

Então, pode tocar a música de novo,
Bateu uma curiosa saudade,
Boba...

Racionalizando os fatos,
Como atitude tão bem ensinada e automática,
Peço solos de guitarra, por favor.

Que agora é hora de escrever,
Garoto metido que nunca mais vi,
Por enquanto... Nem tanto!

Deixando claro que certas coisas não mudam.
Dessa vez eu confirmo no escuro,
Ainda te quero junto a mim.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Escrever é como brincar.

Escrever pra quê?

Na infância as brincadeiras têm hora. Quando nos tornamos adultos elas viram bobagens. Sem precisar usar das mesmas da forma como foram um dia, brincar com as palavras é uma forma desnecessária de celebrar a maturidada, deixando os títulos pro final, tornando o viver mais colorido.


Justificativa Sem Título, é claro.

Deixo os clichês pro final,
Prefiro falar a verdade...
Não são nada pra mim!

Pra que escolher o tema,
Quando a vida surpreende
A quem não foge dela?

Tenho a fácil liberdade,
De brincar sem precisar da certeza,
Combinar sorrindo!

Inventando o término...
Escolho uma bobagem,
Quando encontro o título.


quinta-feira, 15 de julho de 2010

Não leve tão a sério... São apenas poemas e textos...


Não leve tão a sério... São poemas, textos, palavras, pura diversão!
" Quem pensa a respeito de si mesmo o tempo todo não leva uma vida suave! "




domingo, 11 de julho de 2010

Equilíbrio dos Pólos: Quando o ritmo existe sem melodia.

Equilíbrio dos Pólos: Quando o ritmo existe sem melodia.

Vou te falar a verdade, pois por mais que tenha aprendido a moldá-la de acordo com o que convém a maioria, ainda faço dela uma direta dependente de mim.

Vou falar pouco, pois mesmo possuindo tantas convicções inacabadas,por assim dizer, idéias que tendem a mudar com o tempo, histórias de um passado interessante e comum pra quem não se apega aos detalhes criados pela ética moderna, ainda assim, prefiro ficar quieta e te ouvir. (Mesmo que você não esteja usando da fala pra isso).

Vou me centralizar num mundinho meu, no planeta nosso e no universo que cabe a todos, na tentativa de manter o equilíbrio apenas. Pois equilíbrio e harmonia juntos me parece chato, pra quem se dá o prazeroso trabalho de escrever o que pensa.

Vou me manter concentrada em dois ou três tópicos fundamentais. Pois pra quem quer pensar mais do que sentir com afeto , muitos tópicos são como promessas de boêmios: Conteúdo interessante e leviano na mesma proporção.

Vou prometer só no que se refere ao prático da vida. Pois do restante presente em nós, já é complicado “há” e “por” anos adentro.

Vou respeitar os estágios, mesmo que nem sempre saiba identificar quando está acabanando ou começando os ciclos, contradizendo as bobagens que já li, dos amores, das metades, do destino...

Serei o que me apresento ao escrever, ao escovar os dentes, fazer as unhas... Sem grandes mudanças, sem mascaras sociais, educada só porque acredito.
Seremos mais que amigos, somente se naturalmente, ao piscar dos olhos dos dois, novamente, identificarmos o carinho que temos por nós mesmos nos olhos um do outro.

Serei apaixonada, porque mesmo escrevendo das discordâncias nossas, ainda assim me amei e sigo me amando, fazendo desse verbo apenas a extensão daquele outro: Viver.

Vou falar a verdade sem esperar promessas, meu amor...

Jurei não contar uma longa história. Então não há definições, previsões, análises... Também não existem mais versos, bonitos ou perdidos. Só o encontro do suspiro disfarçado com o carinho desajuizado.

Contando o que há de melhor no instante simples e precioso, um para o outro, como um conto. Amando e vivendo.... Agora.

domingo, 4 de julho de 2010

Bons Tempos

Bons Tempos

Muitos foram os dias nublados,
Recheados com mistério,
Alimentavam uma vida.

Acostumada com os gritos dele,
Pensava que tais comportamentos
Faziam parte de mim.

Quando olhei para os lados,
Observei, dessa vez com cuidado,
As mudanças do tempo!

As nuvens eram passageiras,
Como tudo de ruim,
Eram poucas pra um céu tão grande.

Com olhos amanhecidos
Conheci o infinito,
Dos caminhos traçados por mim.

(Escrito em 2007.)

domingo, 13 de junho de 2010

Somos Livres e Felizes


Somos Livres e Felizes

Imagina uma figura.
Como uma foto de uma revista qualquer.
A figura de um rosto invertido, bonito, harmonioso.
É uma face aparentemente saudável, jovem e sorridente.
O conjunto perfeito, eu diria.
Mas como tudo na vida que decidimos analisar, dependendo do momento e do dia, nesse caso a simetria do rosto, deixa de existir. Chega a parecer uma piada de mau gosto essa mudança repentina!
Procurando o ar angelical da figura do pedaço de papel plastificado e ainda por cima invertido, notou o nariz grande. Maior que o de costume.
E aqueles belos olhos, antes admirados horas e horas agora estavam um pouco apagados... Ainda esverdeados, parecendo mais pra um verde quase cinza ou um cinza quase verde. A boca sim, estava quase igual da última vez... Quase. Ainda sorrindo era o único “pedaço de rosto” que lembrava alegria naquela imagem. Era um sorriso que apesar de grande passava longe da felicidade que deveria transmitir, era uma expressão de tristeza conformada, espontaneidade robótica, que de tantas vezes que fora ensaiada perdera até a empolgação inicial da farsa enrustida. Fútil.
Então em vez de reclamar da figura da imagem invertida, decida (porque decidir e agir é o mais importante, são os gestos e as atitudes autônomas as responsáveis por si só ) dar meia volta e olhar a figura da imagem, agora não mais invertida, por outro ângulo.
Mas que beleza! O sorriso voltou a ser iluminado, o nariz bonito, a cor dos olhos ainda indefinida, mas um tom esverdeado e encantador. Na verdade, pouco importa a cor dos olhos (nesse caso um mero exemplo), eles são lindos! Exatamente do jeito que são. Está vendo¿ Foram só dois ou três passos para ver a figura por outro ângulo: mais bonito e otimista. O curioso é que a “figura” permanece a mesma, ela não mudou, não foi pintada ou rabiscada. O que aconteceu foi a volta que você deu, porque QUIS, porque decidiu. E o melhor de tudo isso, da mesma forma que DECIDIU mudar de lugar pra enxergar a figura invertida, pode DECIDIR andar de novo e enxergá-la como ela realmente é. Somos livres parar escolher e enxergarmos o que quisermos.Somos felizes por isso também.